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Aposentadoria |
7/3/2006 | |
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Além da poupança |
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Vale a pena investir seu dinheiro e
obter uma rentabilidade maior. Veja as opções e escolha
a sua |
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Por Andrea Guedes |
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Investir
dinheiro não é costume no Brasil. Quando há alguma
sobra, vai para a velha poupança. Há, no entanto, formas
mais sofisticadas de guardar e fazer o montante crescer.
E, para surpresa geral, não é preciso ter grandes
quantias para usufruir do vasto mundo dos investimentos.
A economista Myrian Lund, da Fundação Getúlio
Vargas (FGV), afirma que o cenário atual da economia
brasileira, com inflação baixa e juros altos, favorece
os investimentos. "Desta forma, é possível aumentar a
renda sensivelmente", garante.
Segundo Myrian,
especialista em finanças pessoais, a poupança termina
sendo a primeira opção para quem quer investir por
aceitar qualquer valor, ter baixo risco e ser mais
acessível à população. "A poupança é um recurso apenas
para quem está começando a vida", destaca a economista.
Para quem quer ir além, ela apresenta outras formas de
investimento que aceitam pequenas quantias e têm baixo
risco, mas com rentabilidade maior.
Veja as
opções abaixo selecionadas e detalhadas pela economista
e escolha a sua:
Poupança
Ao
investir na poupança, pode-se ganhar entre 50 e 60% da
taxa básica da economia (Selic), que hoje está em 17,25%
ao ano, e corresponde ao rendimento máximo que se pode
obter em um ano de aplicação. Essa taxa tem como
objetivo recompor a inflação e lhe dar um ganho real.
Dessa forma, a poupança paga pouco, e remunera apenas no
dia do aniversário mensal do investimento. Se o dinheiro
foi aplicado no dia 2 deste mês, só terá rentabilidade
no dia 2 de março. A desvantagem é que se ele for tirado
no dia primeiro, perde-se todo o rendimento do mês. O
benefício é que não pode-se investir qualquer valor, não
requer conta corrente e há a garantia de vinte mil reais
por CPF, caso o banco quebre.
Certificados
de Depósito Bancário (CDB) São
títulos emitidos por bancos com o objetivo de captar
recursos em troca de uma taxa de juros que pode ser pré
(CDB pré) ou pós fixada (CDB DI). Pode-se investir a
partir de mil reais, e o rendimento gira em torno de 70%
da taxa da economia ou até mais, dependendo do valor
investido. O risco é tão baixo quanto o da poupança, mas
a garantia é a mesma, e o rendimento vai até o dia do
saque. Esse investimento paga imposto paga imposto de
renda, e ainda assim o rendimento líquido fica acima da
poupança. É interessante para as pessoas que já possuem
conta corrente bancária.
CDB DI
O CDB
DI acompanha a taxa da economia. Você negocia com o
banco o percentual da taxa que você vai ganhar, que
costuma oscilar entre 70 e 100% da taxa Selic,
dependendo do valor aplicado. Você pode sacar o seu
dinheiro a qualquer momento, recebendo os rendimentos
até o dia do resgate.
CDB pré
A taxa de
rendimento é pré-determinada e vai variar de acordo com
o valor investido. Se for aplicado mil reais por
exemplo, por um ano, com juros de 15% ao ano, no final
de 360 dias o rendimento será de R$150,00, sobre o qual
será abatido o imposto de renda.
Fundos de
investimento Existem
duas modalidades de fundos conservadores: fundo de renda
fixa e fundo DI. O fundo de investimento não oferece a
garantia da poupança e do CDB, mas é de baixo risco,
pois pertence a um grupo de cotistas, com gestão
profissionalizada e fiscalizado pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM). O fundo é um condomínio, com CNPJ
próprio e que pertence aos cotistas (investidores). O
banco é apenas o gestor do fundo. Portanto, se o banco
quebrar, os cotistas são chamados a se reunir para
transferir os recursos para outro banco ou "gestor".
Pode-se investir a partir de cem reais, e o rendimento
vai até o dia do saque, que pode ser feito em qualquer
momento. Myrian ressalta que, em um cenário de queda da
taxa juros como o atual, é mais vantajoso o fundo de
renda fixa. Também paga-se também imposto de renda.
Tesouro
direto Os
governos federal, estadual e municipal emitem títulos
com a finalidade de captar recursos. Desta forma,
qualquer pessoa física pode comprar títulos do governo
federal pela internet, no site do Tesouro_Direto.
Nessa modalidade, pode-se investir a partir de
duzentos reais, e o rendimento para o investidor é
integral e igual para todos, independente do valor. O
investidor tem várias opções de acordo com o prazo que
deseja manter seu dinheiro investido. Caso necessite do
dinheiro antecipadamente, é possível solicitar resgate
às quartas-feiras, com rendimento até a data da
solicitação.
LTN
(Letras do Tesouro Nacional) a
rentabilidade é pré-fixada, definida no momento da
compra.
LFT
(Letras Financeiras do Tesouro) título com
rentabilidade diária com base na taxa de juros da
economia (Selic), acrescida de um prêmio que aumenta
quanto maior for o prazo da aplicação.
NTN (Notas
do Tesouro Nacional) rentabilidade
com base no IGP-M + juros (NTN C), IPCA + juros (NTN-B)
ou pré + juros (NTN-F). Os juros são definidos no
momento da compra.
Observações
gerais Taxa de
administração Myrian
lembra os fundos de investimento cobram taxa de
administração, que varia de 4% a 0,5% ao ano, de acordo
com o valor investido. Quanto maior o valor, menor será
a taxa. Por isso, vale a pena juntar uma quantia maior
para fazer a primeira aplicação. Movimentações
posteriores (novas aplicações e saques) requerem valor
menor.
Imposto de
renda Segundo
Myrian, em todo investimento, com exceção da poupança,
há um imposto de renda que incide sobre o rendimento.
Quanto menor for o prazo de investimento, maior será o
imposto conforme a tabela abaixo:
22,5% até 6
meses 20% de 6 meses a um ano 17,5% de 1 a 2
anos 15% - mais de dois anos
Por isso, a
economista lembra que vale investir por, no mínimo, um
ano. Obtém-se mais rentabilidade e paga-se menos
imposto.
Qual dessas formas melhor se adapta
ao seu caso? Dê sua opinião sobre o tema, no Fórum_Maisde50.
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